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Coluna no foco do Farol


Como lidar com a demissão?

por Laura Castelhano


A demissão é um momento difícil que envolve muitas mudanças e rupturas. Desencadeia uma série de consequências na vida das pessoas incluindo perdas e necessidade de rearranjos. Denominamos esse momento de “desligamento”. Nos desligamos, de modo objetivo, do trabalho, das pessoas, da empresa, dos ganhos. Mas, também nos desligamos de modo emocional, dos ganhos simbólicos e subjetivos criados por estas relações. O ato de “desligar-se” é um processo, e por isso precisará de tempo e compreensão do momento para haver amadurecimento. Nunca é fácil lidar com esse momento. Mas, pode-se dizer, que é possível gerenciá-lo, tanto do ponto de vista prático quanto do ponto de vista emocional.


Do ponto de vista emocional, o mais importante é compreender que, “vai doer”, por mais que em um primeiro momento o que lhe venha à cabeça, seja, uma sensação de alívio.



Como acontece em alguns casos, as emoções e sensações tendem a ficar mais intensas e por conta disso algumas perguntas como, por exemplo, “porque eu?” ou “o que eu fiz de errado?” serão frequentes. Algumas pessoas vão se sentir culpadas ou responsáveis pela perda do emprego. Mesmo que já se espere a demissão, sempre, em um primeiro momento, haverá uma tentativa de compreender o ocorrido. Existem muitas variáveis que envolvem a relação das pessoas com o trabalho e ao se romper esse vínculo, a pessoa precisará lidar com as consequências da perda desta relação instituída.


A sensação de ter que lidar com um momento em que não tem data de término faz com que tenha que lidar com sensações de insegurança, angústia e ansiedade. É um período de grande turbulência e é comum que surjam sentimentos de desamparo, rejeição, culpa e impotência, evidenciando o medo e a angústia do futuro, destruindo as ilusões de proteção e os propósitos de vida. O sentido que as pessoas dão ao trabalho e aquilo que elas depositam nesse vínculo, cobram seus efeitos nesse momento. Se a pessoa não conseguir equilibrar vida e trabalho, o momento da perda pode ser mais difícil. Estes são alguns dos aspectos emocionais.


Agora, vamos aos aspectos práticos. “Perdi o emprego, por onde começar? ” Apesar de elaborar uma sequência cabe lembrar que cada processo é único. Alguns passos importantes:

  • Compreenda o seu momento de carreira. Pergunte-se: em que momento do seu desenvolvimento você está? Está no início da carreira ou em fase de aposentadoria? É um bom exercício para você conseguir se “situar”.

  • Faça uma análise sobre o que construiu até o momento. Quais foram as suas realizações e contribuições? Quais entregas conseguiu realizar? Quais competências desenvolveu? Analise e defina o que você sabe fazer.

  • Faça um balanço, e reflita “qual o meu talento”? “Eu sou bom em que?”

  • Descubra o que você gosta de fazer. Muitas vezes isso fica um pouco esquecido ao longo de nossa trajetória.

  • Estabeleça seus alvos, objetivos. Monte um plano, e um projeto. É importante que esse projeto tenha relação com o que você sabe e o que você gosta de fazer. Tenha clareza do que está buscando, mesmo que mude e que pareça um pouco nebuloso no início.

  • Avalie e pesquise dados sobre o seu mercado, ou os mercados que desejar atuar. É muito importante que você aprenda a escolher bem os seus alvos.

  • Organize-se para a busca de um novo trabalho; faça uma agenda de atividades e organize seus contatos e prospecção.

  • Cuide da comunicação elaborando um bom CV e se preparando para as reuniões, encontros e entrevistas.

  • Dedique-se a busca; fale com pessoas, faça pesquisas direcionadas para o que você quer.


As dificuldades aparecerão. Em alguns momentos sentirá medo e ficará fragilizado. Nestes momentos, busque sempre apoio das pessoas a sua volta, ter uma boa rede de suporte é fundamental.


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