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Como fazer o networking no home office?


De fato, esses novos tempos de home working intensivo pode gerar a sensação de afastamento. As pessoas, por permanecerem muito tempo em um mesmo local, sua casa, têm a sensação de isolamento.


Mas isso não é a realidade. Por conta das facilidades de comunicação, na verdade, estamos até mais em contato com outras pessoas. Entramos diretamente nos espaços pessoais delas, falamos com elas a qualquer hora, mandamos recados e temos respostas.


É um novo mundo. Marshall McLuhan, nos anos sessenta, criou a famosa expressão “aldeia global” para tentar explicar os efeitos da comunicação de massa sobre a sociedade. Segundo ele as novas tecnologias eletrônicas tendem a encurtar distâncias e o progresso tecnológico tende a reduzir todo o planeta à mesma situação social que ocorre em uma aldeia: um mundo em que todos estariam, de certa forma, interligados.


A eliminação das distâncias e do tempo, bem como a velocidade e a facilidade de comunicação, levou a sociedade a uma espécie de retribalização, sem muitas barreiras culturais, étnicas, geográficas, etc. Se isto era apenas uma perspectiva nos anos sessenta, hoje é absoluta realidade.


Hoje somos todos “conchetas napolitanas” abrindo a janela e fofocando com nossos vizinhos, mesmo que eles estejam a quilômetros de distância. A internet, as redes sociais, o celular, trazem todos para muito perto e para o “aqui e agora”. Essa busca ensandecida por interconexão, essa necessidade de fazer networking, é consequência dessa facilidade e dessa tribalização. Agora, antes de entrar nesse jogo e sair buscando expandir a sua rede de contatos ou network, você deve ter em mente exatamente aonde deseja chegar.


O que está buscando, o que quer obter, o que pretende “passar” ou conseguir com a sua rede. O objetivo do networking, na verdade, tem sido, e sempre foi assim, uma tentativa de busca de novas oportunidades e possibilidades, quer sejam profissionais, sociais, ou, até mesmo, afetivas. Um dos maiores problemas no processo sempre foi a “dificuldade” de transmissão de informações entre os dois lados, aqueles que buscavam oportunidades, de emprego ou de afeto, e o “outro lado” que buscava profissionais ou relacionamento.


Em tempos de pleno emprego o “networking” era visto como um dos meios mais importantes e essenciais. Afinal, as pessoas estavam desempregadas, mas não eram desempregadas. Cedo ou tarde achariam um novo emprego. Nos tempos atuais, no entanto, com o mundo econômico em tempos de grandes mudanças, o nível de desemprego subiu e nem mesmo mais os Estados Unidos conseguem manter um nível de pleno emprego.


Com desemprego elevado, a rede de contato perde grande parte do seu efeito. A nova “lei” de mercado passa a ser “ou eu ou o outro”. Network se transforma apenas em meio de acesso e não mais em critério de busca. Assim sendo, começamos a assistir uma certa dose de má vontade em aceitar novos contatos, sobretudo quando, aparentemente, este contato não traz vantagens ou oportunidades imediatas.


Cabe aqui fazer a distinção entre rede de contatos e rede de relacionamentos. A primeira é aquela rede de pessoas que se tem possibilidade de contato, via telefone, whatsApp ou rede social. Não existe nada, ou quase nada, em comum, salvo, apenas, a possibilidade de acesso. Essa é a grande maioria das pessoas que se pode contatar, através de um facebook, linkedin ou instagram. Rede de relacionamento, por outro lado, é aquela rede de pessoas com quem se tem algumas características ou interesses em comum como, por exemplo, a mesma escola, a mesma religião, a mesma nacionalidade, a mesma profissão, a mesma formação, e tudo mais. São pessoas que tem interesse ou razão para se manter em relacionamento. Elas são importantes como fonte de apoio, ajuda ou acolhimento. Elas são as que formam o que se pode chamar de rede de oportunidades, o “dream team” que ganham e que tem sucesso juntos. São as que podem trazer bons negócios e boas oportunidades. As melhores oportunidades serão sempre compartilhadas com os amigos. Essa é a melhor razão de se manter um networking, uma rede de relacionamento.


Afinal, como o mercado escondido de trabalho, ou seja, aquelas vagas que não são abertas e nem anunciadas, representa mais de oitenta por cento das oportunidades, é fundamental manter um canal aberto a elas, através da rede de relacionamento. É sempre por meio de uma boa indicação que se consegue acessar essas vagas e oportunidades. Aliás, as estatísticas mostram que mais de oitenta e seis por cento das vagas são preenchidas por indicações. Esteja, portanto, aberto e atento. É muito difícil saber-se com antecedência se uma nova pessoa será apenas um contato ou se no futuro poderá trazer uma oportunidade.


Além disso, mesmo quando alguém não tem uma indicação, ele ainda pode ser um contato com alguém que tenha, ou que seja contato com alguém importante, que possa fazer a decisão da escolha da contratação. Isso é bem exposto pelo já famoso conceito dos “seis graus de separação” do Stanley Milgram, que postula que com seis contatos pode-se acessar a qualquer pessoa no mundo, desde que a mensagem seja significativa e importante para ele. Esse é um ponto fundamental.


Nossa mensagem também deve ser, de alguma forma, importante para o outro, pois também para ele seremos uma porta para uma oportunidade de negócio ou de afeto. Networking é sempre uma via de duas mãos e tem que ser sempre oportuna e positiva para os dois lados.


Para expandir sua rede de contatos é preciso “sentar e elaborar” uma lista de todas as pessoas que você conhece. Dedique tempo para isso. Busque de modo exaustivo, com base em “velhas agendas” as relações profissionais e pessoais, os antigos colegas de escola, as relações extraprofissionais, etc. Isto é o que se chama de montar a rede de base ou rede primária. Acrescente nomes à sua lista diariamente.


Comece a expandir sua rede de contatos mostrando um interesse sincero nas pessoas que você contata, mesmo que estas pessoas nunca venham a se tornar membros de sua rede. Esse hábito pode tornar sua vida bem mais interessante.


Tenha um interesse sincero nas pessoas que você conhece. Fazer amigos novos pode se tornar uma experiência muito agradável. Não os veja como candidatos a sua rede, apenas os considere como pessoas e tenha um interesse genuíno por elas. Estabeleça interesses comuns e conexões. A palavra-chave é vínculo, envolvimento.


Finalmente, é importante ser seletivo na passagem de alguém da rede de contatos para a de relacionamento. Pode-se ser mais aberto nas redes sociais, nas redes de contatos, mas deve-se ser mais fechado e seletivo na escolha daqueles que terão acesso a você por meios mais pessoais. Tenha uma grande rede de contatos, mas tenha uma poderosa rede de relacionamentos, essa é a regra.


Agora, mãos-a-obra.


Gilberto Guimarães

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